Poucos trabalhadores são tão pressionados quanto os bancários. Bater metas de venda de produtos, alcançar rankings, cumprir jornadas que vão muito além das seis horas regulamentares. Para muitos caixas, gerentes e atendentes, isso significa assédio moral constante, exposição pública de desempenho, ameaças de demissão e a sensação de que o salário nunca compensa o desgaste.
Mas a verdade é outra. A Justiça do Trabalho tem reconhecido a gravidade dessas práticas no setor bancário. O TRT já condenou bancos a pagar indenizações por assédio moral e cobrança abusiva de metas, e a Justiça tem reconhecido a rescisão indireta de bancários submetidos a jornadas irregulares e assédio moral. Bancários já receberam indenizações de R$ 580 mil em acordos trabalhistas.

A legislação trabalhista garante ao bancário jornada de 6 horas diárias, com pagamento de horas extras pelo excedente, adicional noturno, férias, décimo terceiro e FGTS. Se você trabalha além desse horário, tem direito a receber por isso. Se é cobrado por metas abusivas e exposto publicamente, isso é assédio moral.
Nosso escritório atende muitos bancários que chegam adoecidos, achando que a pressão é parte do trabalho. Não é. Quase sempre encontramos provas — registros de ponto, mensagens, e-mails, testemunhas — que comprovam a realidade da jornada excessiva e do assédio.
Quando a Justiça reconhece os direitos, o bancário finalmente recebe horas extras, férias, décimo terceiro, FGTS e indenizações por danos morais. Tudo aquilo que foi negado passa a ser devido.

Se você trabalha ou trabalhou em banco e sente que foi explorado ou humilhado, não aceite essa injustiça. Reúna provas — registros, mensagens, testemunhas — e procure orientação jurídica. Você tem mais direitos do que imagina.