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Bancário

👤 Por Dr. Wanderson Vieira 📅 🕑 2 min de leitura
Bancário

Poucos trabalhadores são tão pressionados quanto os bancários. Bater metas de venda de produtos, alcançar rankings, cumprir jornadas que vão muito além das seis horas regulamentares. Para muitos caixas, gerentes e atendentes, isso significa assédio moral constante, exposição pública de desempenho, ameaças de demissão e a sensação de que o salário nunca compensa o desgaste.

Mas a verdade é outra. A Justiça do Trabalho tem reconhecido a gravidade dessas práticas no setor bancário. O TRT já condenou bancos a pagar indenizações por assédio moral e cobrança abusiva de metas, e a Justiça tem reconhecido a rescisão indireta de bancários submetidos a jornadas irregulares e assédio moral. Bancários já receberam indenizações de R$ 580 mil em acordos trabalhistas.

A legislação trabalhista garante ao bancário jornada de 6 horas diárias, com pagamento de horas extras pelo excedente, adicional noturno, férias, décimo terceiro e FGTS. Se você trabalha além desse horário, tem direito a receber por isso. Se é cobrado por metas abusivas e exposto publicamente, isso é assédio moral.

Nosso escritório atende muitos bancários que chegam adoecidos, achando que a pressão é parte do trabalho. Não é. Quase sempre encontramos provas — registros de ponto, mensagens, e-mails, testemunhas — que comprovam a realidade da jornada excessiva e do assédio.

Quando a Justiça reconhece os direitos, o bancário finalmente recebe horas extras, férias, décimo terceiro, FGTS e indenizações por danos morais. Tudo aquilo que foi negado passa a ser devido.

Se você trabalha ou trabalhou em banco e sente que foi explorado ou humilhado, não aceite essa injustiça. Reúna provas — registros, mensagens, testemunhas — e procure orientação jurídica. Você tem mais direitos do que imagina.

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